quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você é uma scrapper???

Adoro fazer scrap e vira e mexe faço mil perguntas a mim mesma sobre o scrapbook, estilos, técnicas e outras coisitas mais, então nada melhor do que perguntar a quem está no mercado e já fez aulas com grandes nomes do scrap, segue uma mini entrevistancom Débora Prass.

1)    Débora como você descobriu o scrapbook e há quanto tempo vc o faz?
Acho que sempre fiz scrap sem saber... eu fazia aquelas famosas agendas decoradas de adolescente, experimentava muito com colagens, adesivos, desenhos. Quando engravidei da minha filha, comprei uma pasta A4, aquelas com plásticos dentro, e comecei a fazer meu álbum da gravidez, colando fotos, adesivos, escrevendo. Já era scrapbooking! Quando a minha filha tinha uns 3 anos, minha mãe, que mora em São Paulo, descobriu a Paperchase, uma das primeiras lojas de scrap aqui no Brasil, e me ligou falando “ encontrei uma loja que só vende coisas para álbuns de fotos, não é o máximo?” Não vou nem contar quanto eu gastei na primeira vez que fui lá... Mais ou menos um ano depois, de férias em Sampa, quis fazer uma aula de scrap, e nessa época já tinha várias lojas na cidade. Escolhi uma no bairro da minha mãe, a Scrapping Mania, que nem existe mais. Nessa primeira aula, aprendi a usar a ferramenta de ilhós, chalk, bailarinas, rasgar papel, e um novo mundo se abriu! Comprei nesse dia minha primeira base de corte, isso foi em 2003!
 
2)    Quais são os profissionais que você considera como inspiração?
A minha favorita é a Ali Edwards, porque o foco dela é contar a história através de fotos e palavras. Claro que ela adora usar produtos novos, inventar com tinta, emboss, carimbos, quem não gosta? Mas isso, e os papéis e enfeites, são o suporte, a moldura da história a ser contada. Adoro tudo que ela faz, tenho vários livros de scrap escritos por ela, e já tive a sorte de fazer uma aula com ela, que foi incrível.
 
3)    Sobre estilos, quais as classificações em que o scrapbook está dividido?
Difícil essa pergunta... são tantos estilos, e a cada dia inventam mais um nome. Eu de verdade acho que o mais importante é a gente ser feliz com nossa arte!
 
4)    Quais as técnicas que você não pode deixar de aplicar nas suas páginas?
Eu sempre achei que não tinha um estilo, uma marca registrada, mas minhas alunas dizem que eu tenho! Nas minhas páginas não pode faltar foto em destaque e journaling. De produtos e técnicas, tenho fases e manias, mas acho que constante são muitos papéis de estampas variadas.
 
5)    Quais as ferramentas que não podem faltar para você?
Além do básico (base, régua, uma boa tesoura, estilete), acho que as que eu não vivo sem são: base de E.V.A. , agulhão, pinça, tesoura de tecido, carimbeira Distress Ink e aplicador, e a Crop a Dile.
 
6)    Quando vc está criando seus LO´s em que vc se inspira?
Na foto, sempre! Acho suuuper difícil fazer um layout sem foto!
 
7)    O uso de sketchs é uma prática sua?
Sim, adoro! Tanto procuro sketches na internet, como desenho os meus também. Para mim é a melhor maneira de acabar com um bloqueio criativo é escolher um sketch e seguir à risca, a página sai rapidinho.
 
8)    Para nós que estamos começando agora e criando uma identidade na área o que você pode nos aconselhar?
Faça scrap para você, e não para ganhar concursos. Faça o que faz você feliz, o que pra você é importante. E faça muitos cursos, aquela sensação de sair de uma aula morrendo de vontade de chegar em casa e fazer mais scrap é incrível.
 
9)    Dé fala para gente qual a sua impressão do scrap em Fortaleza de uma forma geral, materiais, inovações, possibilidades e lançamentos, bem como o interesse do público e a aceitação do mesmo ao que lhe é apresentado.
Sou do tempo que não tinha nada de scrap pra vender em Fortaleza, e agora está maravilhoso! Acho que temos acesso a tudo que tem em outras capitais, várias profissionais empenhadas em agitar a cidade, fiquei bem feliz com isso nessa minha volta à Fortaleza! Tudo proporcional ao tamanho da cidade, claro, mas estamos em um ótimo momento.
 
10) Que meios nós que estamos começando podemos utilizar para ter uma noção mais profissional sobre o scrapbook? Qual o caminho para tornarmos o nosso trabalho mais rico e estiloso?
Eu já tive essa sensação, de que falta alguma coisa na página. Você pode deixar pra lá e ser feliz, manter-se fiel ao que é mais importante para você com aquela página. E se você quer um resultado diferente, faça diferente. Procure páginas que tenham a “cara” que você quer, e veja quais são os elementos que fazem com você goste daquele trabalho e aplique. E os cursos também são ótimos, já fiz aulas que não gostei do projeto, e até isso foi legal, saber o que a gente não gosta também ajuda!
 
Espero que vc goste!!!
 
Beijos,

Um comentário:

  1. Adorei a entrevista Paty!! A Débora é muito boa nos scraps que faz!!!! Bjk

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